{"id":12097,"date":"2025-12-15T17:34:26","date_gmt":"2025-12-15T20:34:26","guid":{"rendered":"https:\/\/canela.rs.gov.br\/sitenovo\/?p=12097"},"modified":"2026-01-21T16:16:59","modified_gmt":"2026-01-21T19:16:59","slug":"12097-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/canela.rs.gov.br\/sitenovo\/12097-2\/","title":{"rendered":"O estilo arquitet\u00f4nico de Canela: no Dia do Arquiteto e Urbanista, conhe\u00e7a as refer\u00eancias presentes nas constru\u00e7\u00f5es da nossa cidade"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><br><\/strong><br>Reconhecida mundialmente pela beleza da ic\u00f4nica Catedral de Pedra, mais importante atrativo arquitet\u00f4nico e hist\u00f3rico de Canela, a cidade \u00e9 diferenciada no quesito est\u00e9tico das constru\u00e7\u00f5es. As edifica\u00e7\u00f5es mais antigas da cidade, que ainda se mant\u00e9m, remontam \u00e0s d\u00e9cadas de 1910 e 1920 e trazem influ\u00eancias germ\u00e2nicas, italianas, portuguesas e muitas outras, sendo reunidas em um \u00fanico estilo: o serrano, com p\u00e9s direitos altos, paredes em madeira, telhados com grandes angula\u00e7\u00f5es, entre outras refer\u00eancias. Neste dia 15, quando \u00e9 celebrado o Dia do Arquiteto e Urbanista, a Prefeitura Municipal conta um pouco da hist\u00f3ria do desenvolvimento do munic\u00edpio, a partir das caracter\u00edsticas pr\u00f3prias das constru\u00e7\u00f5es locais.<\/p>\n\n\n\n<p>As refer\u00eancias arquitet\u00f4nicas s\u00e3o essenciais na identidade de uma cidade. Nesse sentido, Canela foi constru\u00edda a partir de tr\u00eas situa\u00e7\u00f5es: a passagem dos tropeiros que transportavam gado pela regi\u00e3o; a explora\u00e7\u00e3o das matas de arauc\u00e1rias pelas serrarias; e, posteriormente, a chegada do trem \u00e0 cidade. O historiador Marcelo Veeck aponta que a arquitetura canelense tem sua g\u00eanese nessa \u00e9poca e que at\u00e9 hoje as constru\u00e7\u00f5es trazem refer\u00eancias do r\u00fastico e colonial presente na madeira e nas pedras.<br><br>Essa uni\u00e3o de estilos, formas e cores est\u00e1 refletida na arquitetura ecl\u00e9tica da cidade. Veeck afirma que, na sua concep\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 um modelo definido para as constru\u00e7\u00f5es de Canela, como acontece em outras localidades, em fun\u00e7\u00e3o da vinda de muitas pessoas de fora e de religi\u00f5es diversas que influenciaram a cultura local &#8211; alem\u00e3es, italianos, negros, luso-brasileiros, cat\u00f3licos, luteranos, protestantes, etc. \u201cAt\u00e9 a d\u00e9cada de 1960, a maioria das edifica\u00e7\u00f5es era feita em madeira. \u00c9 s\u00f3 na d\u00e9cada de 1970 que come\u00e7am a aparecer em maior n\u00famero resid\u00eancias em alvenaria\u201d, confirma o historiador. \u00c9 o estilo serrano, observado nos altos chal\u00e9s feitos inicialmente de tabu\u00e3o e depois de madeira beneficiada, alguns com detalhes em lambrequim, telhados, s\u00f3t\u00e3o, e paredes revestidas com estuque.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa mudan\u00e7a no padr\u00e3o construtivo tamb\u00e9m chegou ao pr\u00e9dio da antiga Igreja Matriz, constru\u00edda em 1926 em terreno doado por Luiza Corr\u00eaa &#8211; esposa do fundador Jo\u00e3o Corr\u00eaa. O aumento populacional e a import\u00e2ncia que Canela passava a ter no Rio Grande do Sul, recebendo muitos visitantes, fez com que tomasse forma o projeto de amplia\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, em 1953, \u00e9 lan\u00e7ada a pedra fundamental da atual Catedral de Pedra, levantada em cima da primeira capela, em alvenaria, estilo neog\u00f3tico ingl\u00eas, projetado por Bernardo Sartori. O pr\u00e9dio levou algumas d\u00e9cadas para ficar pronto, sofrendo com falta de recursos em alguns per\u00edodos. Em 1964, foram constru\u00eddas as paredes; em 1965 instalado o telhado; em 1966 foram comprados os vitrais; em 1978 foi colocado o forro; e, em 1982, o piso em pedra basalto. Em 1972, a Catedral recebeu o carrilh\u00e3o com 12 sinos, fabricados na It\u00e1lia, mas s\u00f3 em 2005 eles come\u00e7aram a soar. J\u00e1 a porta de madeira em mogno chegou em 1987.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Arquitetura come\u00e7a a mudar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 a d\u00e9cada de 1940, a maior parte das constru\u00e7\u00f5es, principalmente de cunho residencial, eram constitu\u00eddas em madeira, especialmente por causa do grande n\u00famero de serrarias e madeireiras que havia na regi\u00e3o. Al\u00e9m do Castelinho do Caracol (da fam\u00edlia Franzen), erguido entre 1914 e 1915 &#8211; um dos mais antigos e famosos de Canela -, h\u00e1 mais alguns exemplos de casas que resistem ao tempo das d\u00e9cadas de 1910, 20 e 30:<br>-da d\u00e9cada de 1910, a casa em alvenaria de Manoel Wasem, no Banhado Grande;<br>-de 1920\/30, a Esta\u00e7\u00e3o F\u00e9rrea; pr\u00e9dio da esquina da Av. J\u00falio de Castilhos com a rua Felisberto Soares onde est\u00e1 a Farm\u00e1cia Panvel; o casar\u00e3o da fam\u00edlia Sander (na rua Dona Carlinda); a parte antiga do Grande Hotel Canela (feita toda em madeira); a casa onde morou Luiza Corr\u00eaa, esposa de Jo\u00e3o Corr\u00eaa na Vila Luiza; e o casar\u00e3o de madeira da fam\u00edlia Raymundo, na Travessa Tuiuti. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A mudan\u00e7a tamb\u00e9m atingiu os meios de hospedagem da \u00e9poca, que para oferecer mais conforto aos h\u00f3spedes que vinham para a regi\u00e3o, passaram a construir em alvenaria. O Grande Hotel Canela seguiu essa linha, ampliando suas instala\u00e7\u00f5es para melhor acomoda\u00e7\u00e3o dos veranistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1939, \u00e9 instalada na cidade a f\u00e1brica de celulose e papel. Isso atingiu o desenvolvimento da atividade tur\u00edstica no local, pois os dejetos eram descartados na natureza, causando a degrada\u00e7\u00e3o ambiental da Cascata do Caracol. Na mesma \u00e9poca, come\u00e7a a constru\u00e7\u00e3o do Cassino Palace Hotel na parte central da cidade &#8211; um empreendimento considerado ousado para a \u00e9poca e que acabou por n\u00e3o ser conclu\u00eddo pela proibi\u00e7\u00e3o de jogos de azar pelo ent\u00e3o presidente Eurico Dutra em 1946.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra situa\u00e7\u00e3o registrada no Invent\u00e1rio de Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico \u00e9 a escassez da madeira extra\u00edda na regi\u00e3o, que nesse per\u00edodo passa a afetar as serrarias e, por consequ\u00eancia tamb\u00e9m, o ramo hoteleiro. As madeireiras encerram as atividades e os trabalhadores deixam Canela. Muitas fam\u00edlias com posses come\u00e7am a enviar os filhos para estudarem fora e o movimento de residentes cai.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda na d\u00e9cada de 1940, a cidade v\u00ea crescer o n\u00famero de ve\u00edculos motorizados, que passam a disputar espa\u00e7os com aqueles puxados \u00e0 tra\u00e7\u00e3o animal. Com isso, a est\u00e9tica das ruas mudou, pois os palanques que serviam para amarrar os cavalos cedem espa\u00e7o para o estacionamento dos carros &#8211; que eram de propriedade dos veranistas, em maioria, e transitavam por pistas ainda sem pavimenta\u00e7\u00e3o. No interior essa mudan\u00e7a ainda demora, pois as estradas de terra eram inacess\u00edveis para esses autom\u00f3veis inicialmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1963, uma nova crise: o terminal ferrovi\u00e1rio encerrou as atividades, deixando a cidade saudosa da movimenta\u00e7\u00e3o de pessoas e cargas. Apesar disso, em 1970, novos hot\u00e9is come\u00e7am a ser erguidos, necessitando de m\u00e3o de obra na constru\u00e7\u00e3o e depois na opera\u00e7\u00e3o. S\u00e3o desse per\u00edodo os hot\u00e9is Laje de Pedra e Continental, que impulsionaram novamente o turismo local e o turismo regional que come\u00e7ava a crescer.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Um novo tempo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com o fechamento das serrarias e o decl\u00ednio do turismo, na d\u00e9cada de 1950 empreendedores locais projetam empreendimentos para impulsionar novamente a economia da cidade. Surge o primeiro atrativo tem\u00e1tico, o \u201cMundo a Vapor\u201d, que evidenciava as m\u00e1quinas movidas \u00e0 vapor. Hoje s\u00e3o mais de 20 empreendimentos tur\u00edsticos, que deram \u00e0 Canela o t\u00edtulo de Capital Nacional dos Parques Tem\u00e1ticos.<\/p>\n\n\n\n<p>O turismo de eventos tamb\u00e9m estimulou a rede hoteleira e de gastronomia, a exemplo da prociss\u00e3o de Nossa Senhora de Caravaggio, que remonta \u00e0 d\u00e9cada de 1950, e atrai muitos fi\u00e9is \u00e0 cidade at\u00e9 hoje. Nos anos 1980, surgem o Festival de Teatro Amador, o Sonho de Natal e o Festival Internacional de Bonecos, ajudando a alavancar o turismo e a cultura em Canela e regi\u00e3o. Com o tempo, entram no calend\u00e1rio a P\u00e1scoa e a Semana Santa, a Festa Colonial, a Temporada de Inverno, e outros.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Dia do Arquiteto e Urbanista<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A data, comemorada em 15 de dezembro, foi institu\u00edda pela Lei Federal n\u00ba 13.627\/2018, para homenagear Oscar Niemeyer, que nasceu nesse dia e \u00e9 considerado um dos grandes nomes da arquitetura brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>Texto: Adriana Rabassa\/Prefeitura de Canela<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reconhecida mundialmente pela beleza da ic\u00f4nica Catedral de Pedra, mais importante atrativo arquitet\u00f4nico e hist\u00f3rico de Canela, a cidade \u00e9 diferenciada no quesito est\u00e9tico das constru\u00e7\u00f5es. 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